Sangue de Cabo Delgado no corpo de Sumalgy Nuro

Por: Júlio Magalo
No palco do Espaço Cultural 16NetO, o Mapiko e Xigubo se entrelaçavam em uma dança ancestral, ecoando os ritmos e tradições de Moçambique.
Enquanto os tambores ressoavam, a energia pulsante do Sumalgy, vestido com sua túnica branca manchada de sangue, transmitia a dor e a angústia que assolam Cabo Delgado.
Sumalgy lutava para se libertar da opressão, expressando em cada movimento a luta pela paz em meio ao caos. Os sons da Mbira, tocada pelas rastas do Sumalgy, hipnotizavam a plateia, que mergulhava no “NGATI” até Cabo Delgado, onde os sonhos são interrompidos precocemente e os gritos de desespero ecoam sem serem ouvidos.
A dança se tornava um acto de resistência, um clamor por justiça e compaixão. Enquanto o corpo se movia em harmonia com os ritmos tradicionais, as vozes silenciadas encontravam sussuro nos corações daqueles que testemunhavam a performance.











