𝗖𝗼𝗺𝗲𝗿 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗯𝗼𝗰𝗮: polémica, valor semântico e consciência financeira

Por: Abinelto Bié

𝗖𝗼𝗺𝗲𝗿 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗯𝗼𝗰𝗮, uma expressão originária de uma das línguas vernáculas moçambicanas, o Changana — kuda male hi nomo—, e polemizada por Zebito, um personagem exótico que se evidenciou nos media de forma meteórica, tornou-se famigerada nos últimos dias em Moçambique. Este termo, que é idiomático, entre outras acepções do mesmo contexto semântico, refere-se à imprudência no uso do dinheiro, à má gestão de recursos e ao gasto fútil sem considerar o futuro,

Esta expressão descreve ou caracteriza indivíduos desprovidos de educação financeira, que, ao disporem de recursos financeiros, agem como se o amanhã inexistisse e que, por isso, não constituísse preocupação.

𝗖𝗼𝗺𝗲𝗿 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗯𝗼𝗰𝗮 é uma espécie de lembrete para situações de empobrecimento futuro caso não se adoptem medidas assertivas e robustas em relação às finanças no presente.

Reflectindo sobre essa expressão, inclusive de forma literal, ela conduz-nos, igualmente, a uma perspectiva improdutiva e desvantajosa. Não há efeito benéfico quando se introduz o dinheiro pela boca para o estômago.

Portanto, diante do acima exposto, entendemos que “não podemos 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗿 𝗼 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗯𝗼𝗰𝗮”.

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