Reflexões de K9 sobre a espiritualidade africana: “A Bíblia é Bebê para espiritualidade africana”
No recente episódio do programa “Diálogo na TV“, cujo tema central era “A espiritualidade dos africanos”, K9 compartilhou suas perspectivas e opiniões sobre a questão.
O rapper abordou a relação entre a espiritualidade africana e as influências externas (Europeias) e destacou a natureza ancestral da espiritualidade e questionou o papel da Bíblia nesse contexto.
K9 começou a sua reflexão enfatizando a importância dos antepassados na espiritualidade africana, argumentando que, ao se referir à Bíblia, estamos, de facto, conectando-nos com antepassados que, de acordo com ele, estão todos mortos. Com respeito à figura de Jesus, K9 observou a ausência de evidências sólidas e considerou a narrativa como essencialmente uma história.
O rapper provocou uma reflexão ao afirmar que a Bíblia é como um “bebê para a África” em comparação com a tradição espiritual que existe há 100 mil anos. o rapper baseou seu argumento em dados antropológicos, indicando que a Bíblia, em termos de surgimento, é relativamente recente, datando aproximadamente 10 mil anos atrás.
K9 enfatizou que, ao buscar a espiritualidade apenas na Bíblia, as pessoas correm o risco de desviar-se da riqueza do conhecimento acumulado pelos antigos africanos ao longo de milênios. Apontou para a necessidade de se afastar das influências externas e se voltar para os anciãos, curandeiros e feiticeiros, apesar da carga negativa associada a este último termo, resultado da imposição de nomenclaturas pelos colonizadores durante os conflitos históricos.
Ao desafiar a centralidade da Bíblia na espiritualidade africana, K9 instiga uma reflexão crítica sobre a importância de se reconectar com as tradições ancestrais, questionando a validade das influências estrangeiras em um contexto tão profundo e intrinsecamente ligado à identidade africana.






