Circle Langa destaca Paulina Chiziane como exemplo de resiliência diante de críticas
O renomado comunicólogo e artista plástico, Sérgio Jeremias Langa, conhecido pelo pseudônimo Circle Langa, usou, recentemente, as suas redes sociais, para falar sobre críticas, tendo como exemplo a trajectória da escritora moçambicana, Paulina Chiziane.
Em uma publicação feita no seu Facebook, Circle Langa diz que Paulina Chiziane, figura marcante na literatura moçambicana, recebeu várias críticas e enfrentou diversas adversidades ao longo da sua carreira. Além de críticas misóginas e acusações de pensamento retrógrado, a escritora foi alvo de agressões sociais perpetradas pelos “Tribunais da Moral”.
Segundo Langa, a obra intitulada “Ngoma Yethu: o Curandeiro e o Novo Testamento” da Chiziane provocou reacções intensas por parte da comunidade religiosa em Moçambique, chegando a mobilizar vigílias contra a autora. Curiosamente, o mesmo livro recebeu no Brasil a distinção de maior contribuição teológica Bantu contemporânea, tornando-se uma das obras mais vendidas da escritora, inclusive para igrejas.
O texto de Langa destaca o paradoxo da Paulina Chiziane, uma mulher que, após ser alvo de críticas ferozes, conquistou reconhecimento internacional. Em 2021, foi laureada com o Prémio Camões, tornando-se na primeira escritora africana a conquistar o mesmo e, em 2023, foi considerada uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela BBC.
Por fim, Circle Langa diz que a trajectória de Chiziane é um exemplo claro de que enfrentar várias críticas pode ser indicativo de que se está a trilhar o caminho certo.
Veja a seguir o texto do Circle Langa na íntegra:
O texto de Langa ressalta não apenas a resiliência da escritora moçambicana, mas também questiona a dinâmica da sociedade contemporânea, na qual o julgamento rápido e impiedoso pode obscurecer a verdadeira contribuição de indivíduos à cultura e à sociedade.









