Mapiko na lista de Património Cultural Imaterial da UNESCO
Mapiko foi declarado para a lista de património cultural imaterial com necessidade de salvaguarda urgente. A indicação foi feita esta terça-feira, 5 de Dezembro, na 18ª sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, evento que decorre de 04 a 9 de Dezembro corrente, em Kasane, República do Botswana.
Moçambique submeteu à UNESCO a candidatura do Mapiko, em Março de 2022, dança originalmente designada IN’NGOMA YA MAPIKO, com o objectivo de mitigar com urgência o risco de extinção, devido aos ataques terroristas que afectam os distritos praticantes, e o risco ambiental, com a incidência para ocorrência de ciclones.
Outra intenção é sensibilizar os jovens para a importância da identidade maconde no respeito pelo ser humano. O princípio que norteou esta candidatura é a autenticidade, inclusão e peculiar relevância histórica, estética e artística para a humanidade. Uma delegação chefiada pela Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, está em Botswana a participar na 18ª sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.
No seu discurso após a inscrição do Mapiko, Eldevina Materula disse que Moçambique submeteu a candidatura por entender que a memória do povo está incorporada no património cultural. Ao proteger a dança, garante-se a valorização do legado histórico, cultural e artístico dos ancestrais, mas também os avanços, as conquistas e os valores contemporâneos vão perdurar e serão transmitidos às gerações futuras.
“Esperamos que este reconhecimento venha a reforçar a coesão social e territorial entre os diferentes povos que constituem o mosaico étnico de Cabo Delgado, se não de Moçambique e do mundo“.
A candidatura do Mapiko foi realizada pelo Ministério da Cultura e Turismo.






