Podcast brasileiro documenta a história do rap de Chimoio

Os estudantes brasileiros da Universidade Federal de Rondônia (Unir), produziram um podcast que retrata a história e desenvolvimento do rap da cidade de Chimoio, na região Centro de Moçambique.

O produto de 94 minutos traz detalhes sobre o surgimento e desenvolvimento do rap da cidade, retratando as dificuldades, as exclusões regionais e os projetos internacionais. O podcast pode ser conferido no Youtube ou Spotify.

A produção foi feita por um grupo de três estudantes, formado por Estéfane Moraes, Márcia Chaves e Mateus Santos. Márcia e Mateus cursam Jornalismo, enquanto Estéfane estuda Ciências Sociais. Além dos estudantes, a sonoplastia contou com colaborações de Pisto Rey, do México e IMBLGK, de Moçambique. Todo esse trabalho foi coordenado pelo professor Carlos Guerra Júnior, estudou sobre o rap moçambicano na tese de doutorado.

O professor orientador irá apresentar o produto e discuti-lo em uma maratona de eventos em Maputo. O evento principal é a I Conferência Internacional e Inter-regional de Hip Hop Moçambicano, evento que contará com participantes de cinco países e rappers de três províncias (Maputo, Beira e Chimoio). Esse evento acontecerá na Universidade Eduardo Mondlane, entre os dias 14 e 17 (sexta até segunda-feira). 

A partir da terça-feira (18), o pesquisador irá apresentar o trabalho e discutir sobre o hip-hop em outras universidades de Maputo. Na terça-feira, é a Escola Superior de Jornalismo, que irá receber o professor.

Na quarta-feira (19), o pesquisador se juntou ao finlandês Janne Rantala, para realizar um debate no Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane. No período noturno do mesmo dia, o pesquisador brasileiro também irá palestrar na Universidade Maputo (antiga Universidade Pedagógica).

O pesquisador retorna à Universidade Maputo também na quinta-feira (20), e o podcast pode ser conferido no Youtube ou Spotify.

Sobre o projeto

O podcast sobre Chimoio foi desenvolvido no âmbito do projeto Barras Maning Arretadas. Esse projeto iniciou a partir de um desafio de rimas, criado por rappers e produtores de quatro cidades moçambicanas: Beira, Quelimane, Nampula e a própria Chimoio.

Com a chegada do professor brasileiro Carlos Guerra Júnior, o desafio de rimas foi expandido para mais de 20 países. Neste ano, tornou-se um projeto institucionalizado pela Unir e, por isso, têm agregado estudantes da Unir na produção.

O Barras Maning Arretadas faz parte de um projeto mais amplo, denominado BARRAS – Bloco de Ações em Rap Rádio e Ausências Sonoras, que agrega produções radiofônicas, pesquisas sobre rap, rádio e Design Gráfico, voltado para a produção de revistas.

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