PRM diz que agiu porque havia indícios de tentativa de Golpe de Estado na marcha em homenagem ao Azagaia
Nesta terça-feira, 21 de Março, a Polícia da República de Moçambique (PRM) organizou uma conferência de imprensa, na qual explicou os motivos que levaram a polícia a lançar gás lacrimogéneo e impedir a marcha em homenagem ao Azagaia, que estava marcada para o dia 18 de Março.
Na sua intervenção, a PRM disse que havia pessoas com más intenções na marcha e que a mesma estava a ser liderada por partidos políticos com o objectivo de fazer um Golpe de Estado indo à Presidência da República para tirar o Presidente do poder a força, enquanto o mesmo apenas pode ser substituído por via de sufrágio universal/voto.
“Os organizadores ou promotores destes eventos não foram músicos, mas sim indivíduos ligados a partidos políticos, organizações da sociedade civil e não governamentais. A PRM, constatando a existência de fortes indícios de transição de uma manifestação pacífica para uma violenta, decidiu, preventivamente, tomar medidas de polícia” – disse o porta-voz.
A PRM recordou ainda que o mesmo aconteceu no dia do funeral de Azagaia, quando o cortejo fúnebre mudou o caminho que estava traçado inicialmente para chegar ao cemitério e queria passar da Presidência da República por razões desconhecidas.
Por fim, a PRM alertou a população a não entrar em confronto directo com a polícia para evitar situações mais graves.










