Kloro Killa deixa o Museu da Mafalala lotado no 1° show do álbum “Revolução Cultural”
O último sábado, 5 de março, foi um dia inesquecível para os fãs de Kloro Killa, pois os mesmos tiveram a oportunidade de assistir ao primeiro show do segundo álbum do rapper intitulado “Revolução Cultural”, que teve lugar no Museu da Mafalala.
Há dois anos que os fãs estavam à espera desse show, que teve que ser adiado devido à COVID-19 e, por sua vez, Kloro não via a hora de apresentar o seu álbum. Finalmente, o dia chegou e o público deixou o medo (de ser “rambado”) de lado e dirigiu-se ao Museu da Mafalala em massa.
A organização do evento preparou tudo aos mínimos detalhes e o show começou pontualmente a hora marcada, o que é raro em Moçambique. Coube ao Ivan Laranjeira dar as boas-vindas ao público e anunciar que a banda já estava pronta para actuar, sendo que, de seguida, Os Suspeitos de Costumes subiram ao palco. Walter Nascimento ou simplesmente Teknik foi quem chamou Kloro ao palco e este entrou ao som de “Manda vir tudo”, primeira faixa do álbum “Revolução Cultural”, e mandou vir tudo: flow, presença/performance e lírica. Dava para ver que o rapper estava feliz e que se preparou para aquele momento.
O show já havia começado, as vozes aquecidas e o público estava a vibrar. Logo a seguir, Kloro cantou a música “Vamos” e, como “ninguém chega longe sozinho”, todos entraram na vibe, colocaram os punhos no ar e navegaram ao som da música guiada pelo rapper.
Depois de “Mandar vir tudo” e dizer “Vamos”, chegou a hora de Kloro falar para o público libertar-se dos seus medos e enfrentá-los, através da música “Liberta-te”, e foi necessário reforçar a banda com mais pessoas para cantarem o coro.
Depois, Kloro cantou as músicas “Sintoniza”, “Boas Vibrações” e “Processo”, tendo convidado a Regina da Banda Gran’Mah para subir ao palco e cantar a última.
Depois das “Boas vibrações” da ‘Revolução Cultural”, Kloro decidiu fazer uma viagem ao tempo e cantou a “Música da sociedade” do álbum “Xigumandzene” levando o público ao delírio.
Aí começava uma pequena sessão de TBT’s dos hits do rapper, que foi seguida pelos seus versos nas músicas “Dje dje” e “Continência”, da Trio Fam, grupo no qual ele fez parte.
Voltando ao álbum “Revolução Cultural”, Kloro cantou a música “Thlanga”, que conta com a participação de Roberto Chitsondzo e Assa Matusse.
Depois de “Tlhanga”, mais uma vez, Kloro voltou ao álbum “Xigumandzene” e cantou as músicas “Killa” e “Síria”, tendo “kilado” o palco com a sua performance e as suas barras.
De volta ao álbum “Revolução cultural”, Kloro cantou a música que dá título ao seu segundo álbum e contou com a ajuda do público para tal.
O show já estava quase na recta final, e Teknik surpreendeu ao cantar o seu grande intitulado “Sidekick”, lançado em 2011.
E quando todos pensavam que Kloro já havia entregue todas as cartas que tinha na manga, eis que ele reaparece e faz o público vibrar ao som de “Par ideal” e “Não posso esperar”, e antes de cantar esta última, Teknik agradeceu ao Hélder Leonel, irmão de Kloro, pelo seu contributo ao hip-hop nacional e pediu aplausos para o mesmo.
Por sua vez, Kloro agradeceu o suporte do público e pediu que apoie os novos talentos, tendo chamado o rapper Konfuzo ao palco, que cantou o seu freestyle da música “Não posso esperar” e recebeu uma salva de palmas dos espectadores.
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Para fechar o seu repertório musical naquele show, Kloro fez valer o local da escolha para a realização do evento e cantou a música “Show da Maife”. E foi assim que o rapper se despediu do palco com o sentimento de “missão cumprida”.
Como um show típico de hip-hop, não podia faltar uma freestyle e coube ao Hélder Leonel fazer as honras.
É importante frisar que o nível de entrega de Teknik foi notável e incrível. Ele fez os coros de todas as músicas do álbum, que na realidade são feitas por outros artistas, mas nem dava para notar nenhuma diferença. Por sua vez, os outros membros da banda deram o seu máximo e quase não dava para notar a diferença entre a música ao vivo e do estúdio.
Veja alguns momentos do show:









