Associação Moçambicana de Teatro diz que a proibição do uso de uniforme da PRM é um atentado à liberdade criativa
Um dos assuntos que teve muita repercussão na semana passada tem a ver com a proibição do uso do uniforme da Polícia da República de Moçambique ou uma outra que se pareça, nas representações artísticas.
Diante desta situação, o jornal “O país” conversou com o actor e Docente Universitário, Dadivo José, que falou em representação da Associação Moçambicana de Teatro (AMOTE), dizendo que ficou surpreso com a decisão da PRM, que vem depois de muitos anos de uma harmonia e cordialidade inquestionável entre as partes.
Dadivo José reconhece que alguns colegas podem estar a usar o uniforme da polícia de formas injustificável, mas considera a decisão da proibição como um atentado à liberdade artística.
“Apesar de reconhecermos que alguns colegas nossos têm usado o uniforme de forma pouco justificada, nós achamos que esta decisão é um atentado à liberdade criativa. Tirar o figurino da Polícia do nosso repertório é o mesmo que dizer que o Polícia não faz parte do nosso imaginário artístico, o que não é verdade”.
O actor continuou dizendo ainda o seguinte:
“Com boas ou más acções, cabe aos artistas saberem como projectar as suas acções (boas ou más), pois a Polícia faz parte da nossa sociedade”.
Diante desta decisão, considerada unilateral, a AMOTE diz estar aberta para o diálogo, por forma a serem encontradas soluções que abonem a arte e a cultura moçambicana, segundo escreve o “O país”.







