Músicos moçambicanos participam no Festival da Lusofonia 2018 em Macau

Uma delegação de músicos moçambicanos está de partida para Macau, onde irá representar Moçambique na 10a edição da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa e no 21º Festival da Lusofonia, eventos organizados por instituições do Governo de Macau, a ter lugar em Macau de 13 a 21 de Outubro de 2018.
O grupo denominado MOZABAND parte para aquela Região Administrativa da China levando consigo um repertório que representa os ritmos musicais de maior relevância no nosso país, de Norte a Sul.
Segundo o comunicado de imprensa enviado ao Moz Entretenimento, os artistas moçambicanos Stewart Sukuma, Roberto Chitsondzo, Belita e Domingas e Simão Nhacule darão voz ao projecto MOZABAND criado para representar Moçambique na edição 2018 do Festival da Lusofonia, em Macau. Esta banda é ainda composta por: Carlos Gove (viola baixo), Bernardo Domingos (guitarra), Simão Nhancule (percussão) e Stélio Zoe (bateria), numa delegação que contará com outros integrantes ligados ao management e produção, imprensa e ao Ministério da Cultura e Turismo.

O ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, assistiu aos últimos preparativos do colectivo, na passada terça-feira. O governante disse na ocasião, que o nosso país estará bem representado, uma vez que a MOZABAND vai levar ao público a essência das sonoridades de Moçambique.
“Desta vez decidimos preparar algo especial, um espectáculo com uma representatividade e experiência diferentes para dar uma dimensão maior do país. Vim para desejar a estes artistas uma boa actuação e que levem o país no coração”, disse Silva Dunduro.
De acordo com Stewart Sukuma, que assume a direcção artística do projecto MOZABAND,
“É um privilégio ter esse papel apesar de ter consciência que é uma responsabilidade muito grande, porque ao assumirmos este compromisso levamos o país nas nossas mãos e precisamos de fazê-lo com competência e respeito. Para além dos músicos envolvidos há uma equipa à volta que é constituída igualmente por peças fundamentais no grupo. Todos os que participam, sejam músicos, managers, produtores, directores da delegação, são importantes para representar o país dignamente”.
Sukuma recordou que os preparativos foram intensos.
“Estou deveras impressionado com os resultados dos ensaios. São todos músicos muito profissionais e dedicados, todos com o objectivo comum de dar o melhor para tornar esta tourneé um sucesso”.
Para o baixista Carlos Gove, director musical do projecto, o grupo está preparadíssimo.
“É um grupo profissionais já experientes nestas andanças, Cada elemento leva para a banda o seu cunho pessoal mas sempre a pensar num resultado colectivo representativo do país. Nós levamos com seriedade cada trabalho. Sobretudo quando vamos para um evento em que vários países estarão representados”.
A delegação moçambicana deverá cumprir um programa de seis concertos, em diferentes localizações de Macau, onde apresentará um espectáculo demonstrativo dos sons, ritmos, danças e trajes tradicionais de Moçambique com o objectivo de espelhar a riqueza cultural das diferentes províncias deste país, segundo explicou a manager da MOZABAND, Ana Girão.
O Festival da Lusofonia que acontece todos os anos no mês de Outubro desde 1998, é já considerado uma festa popular que atrai a participação de muitos residentes de Macau, dos países de língua portuguesa, de visitantes da China continental, de Hong Kong e de outros que visitam Macau nesta altura do ano.
Na edição deste ano, para além da MOZABAND de Moçambique, o evento tem confirmadas as presenças de Black Jesus (Timor Leste), Rui Sangara (Guiné-Bissau), Banda Circulô (Brasil), Grace Évora (Cabo Verde), o angolano Paulo Flores, os D.A.M.A (Portugal), o Grupo Artístico Folclórico da China, entre outros.











