Sérgio Zimba sente-se excluído das artes no país

Sérgio Zimba sente-se excluído das artes no país

- in Notícias
Sérgio Salvador Domingos Zimba conhecido simplesmente por Sérgio Zimba, é o nome de um dos cartoonistas mais respeitados em Moçambique, e esteve recentemente à conversa no programa Flash Report do canal Gloom Channel, onde deixou ficar um pouco da sua vida e obra ao telespectador.
Uma conversa, um encontro ao cartoon moçambicano, onde Sérgio Zimba reconhece, sem tirar o mérito aos outros profissionais da área, ser um dos maiores e melhores cartoonistas e está convicto que mais vozes reconhecem a sua arte, no entanto, de uns dias para cá, Zimba continua com o seu sorriso e humor que posteriormente é passado aos cartoons, mas está triste. No seu olhar ao estágio actual do Cartoon em Moçambique, sente o mesmo excluído e ou esquecido, destacando a falta de incentivo e percepção desta arte pelas instituições culturais, o que tem resultado na falta dos cartoonistas em festivais nacionais da cultura e a ausência dos cartoons nos jornais ou veículos de comunicação.
Sobre os jornais, critica o facto de chefes das redacções pensarem que a arte vai de boleia nas páginas do jornal ou seja, menos importante, chegando a ser substituída por uma outra matéria (notícia). Zimba chama atenção a esse pensamento evidenciando que não se trata de uma boleia, cartoon faz parte do jornal na mesma dimensão que a notícia ou reportagem e, talvez, seja uma das formas mais fortes de levar a informação ao público pela possibilidade da implementação do humor e vivências do possível receptor.
Com mais de 40 anos de carreira, Zimba começa no “ventre da minha mãe“, mas é na página do militar do Jornal Domingo (1990) onde os passos são dados. Conta actualmente com livros como: As Camisinhas (2011), Mafenha (1999), Lágrimas de Riso (1995), Riso pela Paz (1993). E ainda que se sinta esquecido, para o mesmo talvez seja certo o ditado “Parar é Morrer” pois continua trabalhando, o que se pode ver através de cartoons que tem feito sobre a actual pandemia (Covid-19) buscando no seu estilo “cartoonista educador” sensibilizar o povo moçambicano a cumprir com as medidas de prevenção designado “Coisas de Quarentena”.
 
 
 
 

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