Saiba o que os artistas moçambicanos devem aprender com a Covid-19

Saiba o que os artistas moçambicanos devem aprender com a Covid-19

- in Curiosidades, Opinião

Moçambique entrou no mês de Setembro para a fase de estado de calamidade pública ou desconfinamento, após aproximadamente cinco meses de Estado de Emergência, buscando fazer jus a luta contra a pandemia do novo Coronavírus.

Durante o confinamento, um dos sectores mais afectados foi o das artes e cultura, com destaque as acções que tinham como termos e condições da sua realização a aglomeração e ou existência de um certo público, ao que shows, peças de teatro, saraus culturais e palestras foram canceladas.

Perante esta situação, as casas culturais e os artistas tiveram que se reinventar. Sendo impossível a realização dos eventos presenciais, encontrou-se nas redes sociais uma forma de continuar perto, ainda que distante, do público-alvo, isto através das transmissões directas (lives), no entanto, em termos de uso das plataformas digitais no mundo artístico em Moçambique, poucos são (eram) os artistas com esse domínio.

Se por um lado a Covid-19 convidou-nos a sermos mais cautelosos, por outro, há ensinamentos que os músicos devem ter em conta neste novo normal para que não continuem a passar despercebidos, ao que o Moz Entretenimento alista aqui alguns deles:

COM POUCO FAZ-SE UM SHOW

Por um bom tempo, a mídia tradicional foi usada pelos artistas para a “denúncia” aos promotores de eventos, alegando que não investiam em novos rostos para os shows, sendo sempre, as mesmas figuras de cartazes para eventos ligados por exemplo a datas comemorativas (fala-se aqui das figuras colossais na arena cultural). A chegada da Covid-19, fez sem dúvida com que o promotor e o próprio artista se reinventasse ou se adaptasse, pois, como diria Charles Darwin “a espécie que não se adapta a terra, morre”, e mais do que isso, mostrou aos artistas nacionais que gastaram muito tempo reclamando quando podiam ter feito shows sem depender dos promotores, isto é, via plataformas digitais, se assumirmos que há aqueles eventos que não necessitam de mover massas, como apresentação de projectos musicais.

Não esperar pela chamada do promotor, mas sim ser o promotor do próprio show e da própria carreira, e no final o promotor virá atrás.

INVESTIR NAS REDES SOCIAIS

Sem shows e poucas idas as televisões, a Covid-19 obrigou os artistas a olharem para as redes sociais como alternativa para o contacto com os fãs. E até então, poucos eram os artistas nacionais que tinham as suas redes sociais em constantes actualizações ou no activo, chegando a se contar os fazedores da arte com um número considerável de seguidores,

Investir nas redes sociais, não se trata de lembrar dos mesmos quando há um show, projecto por anunciar, como muito se tem feito por alguns, é fazer delas um local em que os fãs possam aumentar a admiração para com o artista.

Num tempo em que as redes sociais concorrem como instrumento certo para a globalização, investir nas redes sociais é internacionalizar a carreira. Mas atenção, não é investir no Facebook e já está, e engane-se o artista que pensa que é fácil.

A pandemia mostra-nos que é importante que o artista se faça presente em todas plataformas que lhe facilitem o posicionamento notório, e como é sabido, a arte continua não dando dinheiro em Moçambique, o que leva os artistas a optar por mais uma profissão, nestes casos, é importante que contrate um gestor de páginas, alguém que tornará mais próximo e real o contacto com fãs e admiradores.

MÍDIA DIGITAL É O FUTURO

Nada mais será o mesmo, isto está claro, a Covid-19 ainda que carregue muita negatividade, ela serviu para fortalecer a mídia digital, uma vez que foi graças a mesma que conseguimos suportar a quarentena, por isso, se por lado deve-se investir nas redes sociais, em simultâneo os artistas devem compreender que só devem ir às televisões e ou rádio em casos especiais, e deve ser a mídia tradicional a chamar pelo “barrulho” que está sendo feito no digital.

Um artista de verdade não se pode dar um luxo de ir as televisões para falar de assuntos que podia ter abordado nas redes sociais e alcançar as massas. Um artista sabe que imagem vale ouro e não deve ser desgastada.

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