“Os produtores de conteúdos das TV’s moçambicanas devem ir à reciclagem urgentemente ou pedir demissão” – José Xpião

“Os produtores de conteúdos das TV’s moçambicanas devem ir à reciclagem urgentemente ou pedir demissão” – José Xpião

- in Opinião, Televisão

Por: José Carlos Maria Xpião

A cada amanhecer, Moçambique tem uma nova estação televisiva, o que de longe é bom, mas de perto, uma palhaçada e vergonha total, há pessoas a brincar de fazer televisão.

Fiz um zapping pela grelha de canais nacionais, não vi absolutamente nada de interessante, senão a mesma podridão diária, demasiada promiscuidade, principalmente nos programas de entretenimento, aliás, de música.

Os produtores se copiam temas e convidados, pois na mesma semana é possível assistirmos uma determinada pessoa a falar do mesmo assunto em todos os cantos.

No princípio do século XXI a selecção era feita a rigor, não era qualquer um “Zé Ninguém” que aparecia nas câmeras para cantar ou falar, havia um trabalho muito sério na pré-produção para selecionar os convidados.

Nos dias de hoje, os produtores “mandaram fumar lenha” todo protocolo, por um lado, deve-se as amizades acompanhadas de sopinhas, mas num outro ângulo, é mesmo gostar de vulgaridade aplaudida por uma audiência (massa) sem visão crítica.

Mais do que usar a ciência, é necessário criatividade e inovação para no meio de muitos cegos aparecer pelo menos alguém com um olho a nos guiar ou sairemos do buraco para cova.

O mercado está cada vez mais renhido, e contamos com duas situações que estão a testar as televisões, ora vejamos a seguir:

1. A pandemia viral (COVID-19) e
2. O julgamento das dívidas ocultas.

No que concerne ao primeiro ponto, podemos levantar perguntas como, por exemplo, que tipo de conteúdos são flexíveis para atrair telespectadores olhando para o novo normal?

Relactivamente ao segundo, o julgamento entrou em cena há mais de um mês, não restam dúvidas de que ganhou uma importância acentuada pela magnitude das matérias tratadas, com isso, existem vários desafios para os produtores.

Os dois pontos supracitados, no meu entender, estão a servir de atestado de incompetência dos nossos produtores de conteúdos das Televisões moçambicanas, facto que nos conduz a uma banalização dos órgãos de comunicação social.

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