Moçambique representado no mais privilegiado festival alemão

Moçambique representado no mais privilegiado festival alemão

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Um grupo de artistas composto por 27 moçambicanos participou no Festival Theaterformen, na Alemanha – Braunschweig, de 07 a 17 do mês em curso. Trata-se de bailarinos, coreógrafos, técnicos e jornalista que através da relação entre este festival alemão e a Plataforma Internacional da Dança Contemporânea – KINANI, representaram Moçambique ao mais alto nível nas áreas de dança contemporânea e tradicional e em debates temáticos sobre jornalismo cultural.

O Festival Theaterformen realizado na Alemanha, na cidade de Braunschweig, testemunhou a actuação fascinante de artistas moçambicanos. Este festival é um dos mais prestigiados festivais de teatro na Alemanha e junta em mesmos palcos e mesas redondas, artistas de diversos cantos do mundo.

“Um solo para Maria” de Panaibra Gabriel, “Theka” sob cargo de Horácio Macuacua e Ilídio Chichava, Solo da Janeth Mulapha e Análise de obras por Marisa Bimbo foram as principais intervenções do colectivo nacional que fizeram o público delirar e aplaudir em uníssono. Na dança, o país levou ao palco diversos números onde a fusão entre o contemporâneo e o tradicional moçambicano sentia-se presente. O tradicional, em quase todos números, fazia-se presente pelas danças guerreiras do sul de Moçambique, pelas línguas nacionais e sobretudo pela música folclórica edificada num improviso de forte expressão com o moderno. Já no panorama jornalístico, Moçambique fez-se representar pelo jovem jornalista e escritor Sérgio Raimundo (também conhecido como Poeta Militar), que participou no projecto “Watch & Write” – um espaço inserido no Festival com o objectivo de treinar jovens jornalistas do continente Africano em Jornalismo Cultural e Crítica de Artes.

De forma geral, o continente africano esteve em grande destaque. Apresentando bailados e peças teatrais que versam sobre a importância da memória histórica na construção do amanhã e recuou ao passado para trazer ao público alguns conflitos armados e étnicos que marcaram uma parte da sua história. O genocídio de Ruanda é um exemplo a citar.

A participação de Moçambique neste festival, significa para Quito A. Tembe – Director do Kinani – uma resposta viva do trabalho que o KINANI tem vindo a desenvolver como uma plataforma engajada na promoção da artistas nacionais e na formação de profissionais ligados às artes “este foi mais um ganho, um ganho não somente para os fazedores da dança contemporânea mas também para a cultura Moçambicana em geral que fez-se representar através de ritmos tradicionais e movimentos que nos identificam como povo, estamos orgulhosos e pretendemos continuar a trabalhar nesta linha”. Por outro lado, Tembe revelou que o Kinani vai continuar a contribuir para a formação de profissionais ligados às artes, com destaque aos jornalistas, para melhor armarem-se de ferramentas essenciais susceptíveis a beneficiar o exercício de Crítica de Artes.

Para o representante da associação Hodi, grupo maioritário da peça Theka, essa aparição como um dos episódios mais importantes da curta história de dança contemporânea nacional e manifestaram a sua alegria e honra de poder partilhar palco com renomados artistas provenientes de todos continentes.

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