MAPUTOPIAS encerra apresentando “Em Processo”

MAPUTOPIAS encerra apresentando “Em Processo”

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Depois do Cartão-postal e Documentos, fases que marcaram a exposição intitulada “Maputopias”, nesta que é a sua rotatividade, o pano da primeira edição irá cair com apresentação da terceira fase designada “Em Processo” entre 21-28 de Novembro.

Três anos depois da inauguração da ponte Maputo-Katembe, que tem em vista desenvolver o turismo na região, em apresentação da terceira fase do Maputopias, a produção apresenta o desejo da construção de mais uma ponte “uma ponte que possa desenvolver a arte e cultura no país, ligando o Hotel Carlton e a Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV) localizados na rua de Bagamoyo”, lê-se na nota de apresentação da terceira fase.

O hotel Carlton foi em tempos, um dos hotéis mais importante da capital, e hoje, conta com vários quartos vazios e abandonados. Acreditam os produtores, que ligando o hotel com ENAV, possam os quartos serem reaproveitados para o renascimento da arte em Moçambique, em particular, na rua do Bagamoyo, local actualmente em degradação, e em contrapartida montagem de ateliês para jovens artistas ou galerias de arte.

Para a concretização deste projecto, o pedido de apoio é endereçado aos Estados Unidos de América, onde segundo o que se lê, “igual a China, a sua presença vem aumentando nos últimos tempos em Moçambique, caso da nova embaixada na Av. Marginal, e das maiores no país, a ser inaugurada dentro em breve. E fora da embaixada, os EUA muito tem demostrado o seu amor à Moçambique desde fardos de roupa e da arte.

Em jeito de agradecimento e em pedido de colaboração financeira para a construção da ponte, montou-se para terceira fase, um photobook de moda de calamidade, através de roupa usada, vinda dos EUA, por essa permitir habilidades e criatividade no reaproveitamento.

Maputopias destaca também como exemplo da valorização da arte e cultura moçambicana pelos EUA, a recente exposição/amostra das obras do artista plástico moçambicano Malangatana Valente Ngwenha numa das maiores galerias em Chicago.

Em processo porque:

levaremos a cabo continuação dessa valorização, unindo a moda calamidade, de roupa vinda de U.S.A, com a beleza natural e humana, visitando o local que viu nascer e crescer o mestre Malangatana (Matalane) e também porque dá oportunidade de pensar de forma critica sobre o sistema que cria consequências como as roupas de calamidade, pois por um lado, garante o sustento de várias famílias e ajuda a população, mas, de forma subtil e mais invasiva, interfere e até certo ponto, atrofia aquilo que seria o desenvolvimento de uma indústria da moda em Moçambique, independente da capulana, mas mais focada nas possíveis criações e na exploração da criatividade dos costureiros nacionais.

E em fecho revela-se que “foi também uma oportunidade de contornar este facto, através do envolvimento de costureiros do mercado Janete, onde, como não acontecia há muito tempo, foram eles convidados não somente a fazerem ajustes a roupas de calamidade como o habitual, mas sim, a aproveitarem-se delas para criar algo novo, livremente, como artistas.”

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