Dilon Djindji conta histórias no The Fishmonger Restaurant

Dilon Djindji conta histórias no The Fishmonger Restaurant

- in Eventos, Notícias
0

O programa “Cores, Sons e Sabores” não pára de surpreender. Esta semana o convidado especial é o popular Dilon Djindji, o filho de Marracuene.

O dono dos nossos clássicos junta-se o já habitual movimento artístico que acontece todas as quintas – feiras, a partir das 20horas, no The Fishmonger Restaurant (cita na Rua Sansão Mutemba, número: 412 em frente ao Comité Olímpico).

Esta é uma oportunidade para rever um autor que mesmo cantando um ritmo que se fez conhecer no espaço urbano – a Marrabenta – nunca deixou de exaltar a vida rural. Dilon, que há mais de cinquenta anos fala da sua gente através das suas canções, vai sentar-se nos banquinhos do palco instalado no The Fishmonger Restaurant para dizer ao grande público o que pensa e como sente Moçambique.

Dilon Dindji já esteve fora do país, como era comum entre os jovens da sua época, trabalhou nas minas da África do Sul. Mesmo distante da terra, nunca deixou-se levar por completo pela cultura da terra do rand. É por isso que decidiu juntar os “trapos” e voltar a terra mãe. Como diz Sukuma na música Moçambique do álbum afrikiti “mesmo aqueles que te deixaram, um dia irão voltar para nunca mais partir”. Dilon nunca mais partiu.

Grande amigo da juventude e sempre preocupado com as nossas identidades, Dilon Djindji tem estado em constante intervenção a diferentes níveis; actuando e partilhando mensagens de incentivo a preservação de tudo o quanto é relevante na cultura moçambicana.

Cores, Sons e Sabores” é um projecto criado e liderado pelo músico Stewart Sukuma, e pretende-se que seja um conjunto de concertos intimistas, que combinam perfomance e o retrato do percurso do artista convidado e deste modo colocar à disposição do público toda história por de trás das obras destas referências vivas da nossa música.

Stewart Sukuma não podia ter encontrado a melhor maneira de contribuir para a preservação do legado sonoro de Moçambique, com um projecto que dá voz e destaque a quem participou de vários processos na história músical da peróla do índico. Mas mais do que narrar, estes rostos e vozes cantaram Moçambique e, de forma voluntária, tomaram parte de uma luta que construiu grande parte do que esta sociedade é hoje em dia. São artistas que já não são simplesmente artistas, mas sim instituições culturais que devem ser preservadas, respeitadas e servem de fontes de consulta para uma melhor compreensão da nossa própria essência humana.

Ao longo dos seus anos de carreira, Stewart Sukuma privou com diversos músicos mais velhos, conheceu histórias e descobriu um som por via da janela que sempre lhe foi aberta por estas fontes. E sente que deve devolver toda esta inspiração à estes guardiões das nossas memórias, pois as suas obras fixam importantes momentos da vida de todos os moçambicanos. A música destes artistas foi feita com pedaço de cada um de nós e das nossas memórias.

Facebook Comments

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may also like

Lançamento do projecto “Celebrar Rangel– A Lente e o Jazz”

A Stewart Sukuma, Lda, inicia este ano um projecto de