Concurso Literário Nó da Gaveta encerra candidaturas com 65 contos

Concurso Literário Nó da Gaveta encerra candidaturas com 65 contos

- in Literatura, Notícias

Depois de um mês de recepção de propostas literárias infanto-juvenis, o Prémio Literário Nó da Gaveta encerrou candidaturas esta segunda-feira (20) com 65 contos, dos quais 63 foram aprovados a concurso e dois restritos por violação ao preconizado no regulamento. Trata-se de textos de autores provenientes de todas as províncias, de idades entre 12 e 43 anos, sendo 46 homens e 19 mulheres.

De acordo com o comunicado de imprensa enviado ao Moz Entretenimento, a Associação Cultural Nkaringanarte detectou durante a sua organização, que 45 textos são da zona sul, 13 da Zona Centro e sete da Zona Norte.

Os textos, na sua maioria, descrevem uma infância perturbada pela pobreza, guerra e desrespeito aos mais elementares direitos da criança, mas também, por outro lado, exaltam a infantilidade como a melhor fase do ciclo da vida e projectam melhores dias, onde a esperança é a tónica reinante.

Sendo que o concurso elege autores iniciantes, participaram, a sua maioria, jovens e adolescentes, mas há, também, presença de adultos, provando o fosso que existe entre a criação e publicação de obras em Moçambique. Aliás, de acordo com Elcídio Bila, representante da Nkaringanarte, a participação em massa já denota a sede que muitos escritores têm em ver as suas obras publicadas e, por isso, acredita que esta iniciativa desencadeada em parceria com a Kuvaninga cartão d’arte é de salutar à medida que vai permitir, pelo menos, a publicação de três obras.

Uma das vantagens e, se calhar, a maior preciosidade desta iniciativa é o facto de permitir que as províncias das zonas Centro e Norte também possam ter a possibilidade e garantia de ter um vencedor cada, o que obriga, tal como preconiza o certame, a publicação das suas obras, um exercício inicial por parte da Kuvaninga que durante nove anos se viu impedida de escalar outros pontos do país devido às limitações financeiras.”, assumiu Bila.

No segundo momento, o também editor disse que esta oportunidade, para além de permitir o lançamento de três obras inéditas de autores que ainda não se tinham estreado em edições literárias, irá garantir que outros palcos geográficos conheçam a plataforma de livros com capas de cartão reaproveitado.

Já estivemos na Beira, em 2019, durante a Feira do Livro Infantil da Kulemba (FLIK), onde desenvolvemos actividades de pintura a capas de cartão em crianças para o livro de Mauro Brito, O Luminoso Voo das Palavras, mas esta será a primeira vez que alargaremos a actividade para pessoas de todas as idades”, sustenta Bila, acrescentando que se soma a viagem à província de Nampula, a partir da Ilha de Moçambique, como um novo destino para este tipo de iniciativas.

Recorde-se que o Concurso Literário Nó da Gaveta foi lançado a 18 de Agosto e pretende distinguir distinguir três trabalhos inéditos de ficção, sendo um no sul (Maputo, Gaza e Inhambane), outro no centro (Manica, Sofala, Tete e Zambézia) e outro ainda no norte (Nampula, Niassa e Cabo Delgado). As três obras premiadas, representando uma região do país cada, serão editadas pela Kuvaninga cartão d’arte – com recurso a capas de cartão reaproveitado – e os seus autores terão uma gratificação pecuniária de 10 mil meticais cada.

Sobre o Concurso Literário Nó da Gaveta

A iniciativa é da Associação Cultural Nkaringanarte, em parceria com a Kuvaninga cartão d’arte, Helpo Moçambique e Associação Literária Kulemba, com o financiamento do PROCULTURA – Promoção do emprego nas actividades geradoras de rendimento no sector cultural, nos PALOP e em Timor-Leste, financiado pela União Europeia, co-financiado e gerido pelo Camões I.P., e co-financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e pretende premiar e publicar três obras autênticas no universo da literatura infanto-juvenil.

Facebook Comments

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *