Carta aberta para os B3 Money

Carta aberta para os B3 Money

- in Opinião

Por: Killo Bizzo

Assunto: B3 Money: “Vocês devem mudar de estilo musical e abraçar o Afro-Pop para voltar a bater”

O grupo musical moçambicano, B3 Money, que no princípio era integrado por seis jovens, depois de poucos anos, desintegraram-se dois por causa de um problema que levou-os a criar uma dupla denominada One Two. Actualmente, o grupo em causa só é visto com dois integrantes, nomeadamente, o Drill William e Rico, não se sabe se Flow Wiz e Classic ainda fazem parte da “excesso de vitaminas”.

O B3 Money, criado pelo conceituado rapper, cantor, editor, director e realizador de videoclips moçambicano, King Goxi, em 2010, foi bastante criticados por ter introduzido as roupas e acessórios coloridos em Moçambique porque, segundo alguns rappers e o público, aquilo era para “gays”, discriminando assim aquele grupo. Naquele ano também, importaram o estilo musical e dança “Jerk”, como por exemplo, com a música “Estás nesse Way” e outros êxitos, e assim inspiraram os artistas, assim como o público em geral, principalmente a camada adolescente e juvenil.

Os parágrafos acima eram, simplesmente, para refrescar a sua memória caro internauta e, quiçá, informar ao desinformado, sobre os passos que estes artistas trilharam, desde da fundação até aos dias que correm.

Vamos ao que é mais importante. Eu estava sentado a rever os vídeos no meu canal, parei, cliquei no trabalho intitulado “Hi wene” (traduzido em português significa “és tu”), que pertence ao grupo em questão, tendo sido lançado há 7a nos, instrumentalizado por Allien Beatz, este que produziu vários hits para o Puto Junior. Decidi escrever esta carta porque amo aquela música, pois é extremamente linda e conta a história de dois jovens que contraíram o matrimônio e, os artistas por sua vez, narram esse acontecimento em forma de música e encaixaram-se perfeitamente como uma luva naquela sonoridade que, na minha óptica devem apostar naquela força rítmica, já que com o Rap “estão a rochar” com as suas “Galinhas” na “Baixa”.

O Drill pode investir seriamente num estilo mais electrizante devido ao seu primeiro trabalho a solo “Le pala meme”, e aproveitar demasiadamente a língua francesa, assim conquistará o mercado nacional e internacional se fizer devidamente o TPC, já que a música electrónica nunca sai da moda.

O grupo no seu todo, deve reconciliar-se com os One Two e o resto daqueles que faziam parte, para voltar a fazer valer o Afro-Pop, que foi pouco explorado por si, mas mesmo assim deu o seu devido efeito nas pistas de dança.

Uma advertência: produzam, invistam e promovam incansavelmente o Afro-Pop, pois vocês fazem ou faziam tão bem aquele ritmo, às vezes, melhor que o Rap. Procurem-nos, nós os blogueiros, humoristas, apresentadores, influenciadores, deejays, produtores de conteúdos, compositores, produtores musicais e de instrumentais, jornalistas, locutores, também, todos aqueles que esqueci de mencionar. Nós somos a força motriz para o reavivamento do grupo.

Não tenham medo de recomeçar quantas vezes forem necessárias para voltar ao mercado com outro posicionamento. O mercado precisa desse tipo de atitude. Aproveitem o vosso conhecimento de editar e realizar vídeos e tragam mais audiovisual do que áudio, a minha experiência de vida diz que a música é mais consumida quando vêm acompanhada do seu respectivo audiovisual. Outra vez, aproveitem o vosso Pai, King Goxi, assim como a vossa influência para voltar com tudo e para todos, ia me esquecendo, façam inúmeros featuring com estes novos cantores que estão em voga.

Contudo, assistam o vosso lindíssimo vídeoclip “Hi wene”, ao mesmo tempo reflectindo na minha opinião. Bom trabalho. Como tem dito o saudoso locutor Ivan Obedias: “um abraço de amizade, voltaremos a nos cruzar aqui”.

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