António Cabrita fala de arte e escatalogia no “Only Jazz Without Stress”

António Cabrita fala de arte e escatalogia no “Only Jazz Without Stress”

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As sessões de jazz no Arriégua English Bar, no Hotel Terminus, em Maputo, vão incorporando outros sabores, a literatura e outras artes é exemplo disso. Na quinta-feira do dia 26 de Abril, às 18h00, o conceito denominado “Only Jazz Without Stress” recebe o académico, escritor e cineasta António Cabrita para uma conversa intitulada “Arte e Escatologia”: Enunciação Existencial”.

Trata-se de um evento que tem como curador o filósofo Dionísio Bahule num conceito que se alarga para “Literature, Whinny and Jazz Without Strees”. Para Bahule, cruzar a literatura e o jazz é, de certa forma, retornar ao lugar de origem pois a África é fruto da arte. E o que mais se pretende descortinar é até que ponto a arte é o centro da vida.

Espera-se uma conversa de cerca de 45 minutos em torno daquilo que é a consciência artítica do mundo, até porque António Cabrita, além de escritor é um pensador de arte por excelência. Logo, estarão abertos vários ângulos para abordar o assunto.

Ainda no evento será apresentado o último livro de Cabrita: “Os Crimes Montanhosos”. Uma obra em co-autoria com o poeta Mbate Pedro, publicada mês passado sob a chancela da Cavalo do Mar.

O título deste livro, que, aparentemente, não tem nada de poesia, é uma expressão que António Cabrita colheu num jornal em Tete ou Nampula, o autor não se lembra ao certo, e que pretendia denotar o grau de um crime, o crime da vida ser uma ilha cercada de morte por todos os lados. Portanto, é o retrato da condição trágica da vida. Além disso, “Os Crimes Montanhosos” é um gesto de amizade e traduz preocupações estéticas e literárias que une os dois autores, que, nos últimos tempos, têm partilhado muitas leituras. “Provocatoriamente até pensamos em chamar-lhe Preto & Branco, Lda. Depois, como esta é terra de fáceis melindres, escolhemos este título simultaneamente brincalhão, porque remete para um policial, um thriller, e sério”, considerou o poeta.

Mas a conversa, claramente, poderá abrir-se para muitas outras obras do poeta, com destaque para “Anatomia Comparada dos Animais Selvagens” publicado pela editora Coisas de Ler, um dos livros finalista do Prémio Literário Glória de Sant’Anna 2018, juntamente com “Cicatriz Encarnada”, de Rogério Manjate e “O Deus Restante”, de Luís Carlos Patraquim só para citar outros moçambicanos.

A literatura e o jazz cruzam-se no Hotel Terminus pela segunda vez, quinze dias depois de receber o poeta e sociólogo Filimone Meigos, num evento que Bahule caracteriza como pendular por ter chocado mas ao mesmo tempo tendo sido positivo para aqueles que só iam ouvir música, mas tiveram que acompanhar um rico debate que provou que a arte não é lugar do marginal mas de revelação.

E para sexta-feira (27), também às 18h00, desfila no palco do Terminus a banda Jazzy Networkers. Um (bom) motivo que Ginho Sibia, mentor da iniciativa, encontrou para os amantes da boa música diminuirem o stress de trabalho e recomporem-se.

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