Sipho “Hotsix” Mabuse regressa à Moçambique através do AZGO – 2018

Sipho “Hotsix” Mabuse regressa à Moçambique através do AZGO – 2018

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O revolucionário da música pop sul-africana, Sipho “Hotstix” Mabuse, com mais de 50 anos de carreira é presença confirmada na 8ª Edição do AZGO.

Marcada para 19 de Maio, o AZGO 2018 vai contar com este ícone que em Junho de 2016 celebrou um percurso cinquentenário que mudou a forma de fazer música “na vizinhança”, tendo como base elementos sonoros do Soweto.

Será um reencontro entre o público de Maputo e Sipho “Hotstix” Mabuse pouco mais de quarenta anos depois. Deste modo a Khuzula reafirma o seu interesse de preservar não só as obras dos artistas mas também protagonistas importantes quando se fala da consolidação da indústria de espectáculos em Moçambique.

Antes de iniciar uma carreira a solo passou pelo grupo The Beaters, depois Harari, sempre mantendo a sua criactividade em evidência. A prova é que 34 anos passados do lançamento do seu single de astronomicas 500.000 cópias, ” Burn Out“, continua a esbanjar jovialidade.

A sua música, pelo teor, tornou-se a trilha sonora do drama que pesava a consciência negra. “Havia um vazio em nossa música cheia“, observa Sipho “Hotsix” Mabuse.

Esse single é tido como um marco na forma de fazer afro-pop, tornando-se, o músico, um personagem relevante na história (inclusive social )da música sul-africana.

A emancipação mental levou os sul-africanos de uma sensação de desamparo passivo a um mundo de possibilidade e forças através da música.

Sipho “Hotsix” Mabuse recorda que, no início da sua carreira, foi contagiado pelos movimentos independetistas que transpiravam no continente africano das décadas 60/70.

Éramos todos filhos e filhas da África, trabalhando em nossos pontos fortes para levar o que fizemos a outro nível. Por mais assustadores que esses dias sombrios tenham sido, na década de 1970, eu me lembro deles de uma forma estranhamente carinhosa“.

Amante da liberdade como qualquer jovem, sobretudo, artista, na juventude o músico envolveu-se com a política para reivindicar a igualdade de direitos numa África do Sul sujeita ao regime segregacionista do Apartheid.

Com olhos de hoje considera que “nós éramos tolos e corajosos” para enfrentar as convulsões sociais em resposta ao contexto político racista a que estavam submetidos.

Foi neste ambiente que Mabuse contribuiu na construção da indústria musical sul-africana. É a força acumulada ao longo desse percurso que leva para os palcos e distribui nas suas performances.

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