Siddy Mitzvah fala do seu novo álbum intitulado “Tell The Truth”

Siddy Mitzvah fala do seu novo álbum intitulado “Tell The Truth”

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O rapper moçambicano Siddy Mitzvah conta com um novo álbum intitulado “Tell The Truth” (Diga a verdade) composto por 10 faixas, cujo lançamento está previsto para 21 de Novembro.

O álbum “Tell The Truth” traz um Siddy Mitzvah diferente do que o público está acostumado a ouvir, mas quem pode explicar isso melhor é ele, por isso acompanhe a entrevista que o Moz Entretenimento fez com Siddy e saiba um pouco mais sobre este novo trabalho.

  1. O que o público pode esperar desse álbum?

Bem, o público deve esperar por um Siddy Mitzvah mais ousado e versátil. Para este álbum desafiei-me a sair da minha zona de conforto e quebrar um certo padrão daquilo que as pessoas já imaginam que eu possa trazer em um projecto.

Isto é um masterpiece que levou-nos muito tempo a montar e que sofreu severos updates até chegarmos a esta fase final. Então, esperamos que o público possa engrenar na vibe e se identifique com a história contada neste álbum, daí que apelo a todos para que não se limitem em apenas curtir a música e a sua vibe que é contagiosa, por um instante devem se concentrar no conteúdo lírico e nas emoções aqui expressas.

  1. Qual é a expectativa quanto ao lançamento do álbum?

A expectativa é sempre positiva, principalmente após o balanço e análise do trabalho feito. Sentamos em equipe pra analisar o projecto no seu todo e no possível impacto que o mesmo poderá causar no público, visto que é um álbum um pouco complexo embora curto mas que de certa forma identifica a todo o ser humano que está ou poderá ter passado de algum problema que envolve sentimentos mútuos e decisões difíceis por tomar na vida quotidiana.

  1. Em termos de conteúdos: quais são os assuntos que abordas nas faixas desse álbum?

Como diz o título do álbum “Tell The Truth” é no sentido de incentivar as pessoas a evitarem ao máximo aquela coisa de inventar histórias para justificar um certo assunto ou motivo que lhes levou a agir de certa forma. É muito mais fácil você se abrir e ser sincero e dizer a verdade sobre o que você acha acerca de um assunto ou situação, ser mais aberto com as pessoas.

No entanto, o álbum é composto por 10 faixas que decifram o título do álbum contando o dilema de um casal, que procura-lhe dar com objectivos e sonhos completamente diferentes. Vê-se duas faces diferentes tentando tornar-se em uma, porém uma face quer apenas mais prestígio e a outra procura a todo custo o reconhecimento integral.

Contudo, uma outra curiosidade do álbum é a maneira como o ouvinte deve receber e ouvir o álbum, uma vez que todas as faixas estão interligadas, são faixas contínuas que se ouvidas de frente para trás retratam uma certa história, e se ouvidas de trás pra frente entendes uma outra história diferente da inicial.

Quais são os estilos musicais patentes no álbum?

Acho que pela primeira vez fizemos um projecto onde não misturei vibes, devido ao conteúdo que quisemos aqui trazer e a história por detrás do mesmo. Então, os estilos resumem-se em Trap Soul. Mas, graças a Deus e ao esforço e observação da minha equipe, não fizemos um álbum monótono apesar de termos nos cingidos em um único estilo musical.

  1. Quais foram as suas inspirações para compor as músicas?

No processo da composição musical deste álbum, inúmeras coisas iam acontecendo e eu sou uma pessoa muito observadora e detalhista. O que ia-me inspirando é a análise que eu vinha fazendo nas pessoas com quem eu convivia (desde a minha família mais próxima aos colegas da faculdade), eu procurava entender a maneira deles de pensar sobre determinados assuntos e a maneira como eles agem em determinadas circunstancias, isso foi muito crucial.

Porém, nessa mesma época o que me inspirou muito também foi o álbum do Bruno Mars – 24KM, a maneira como as músicas estão compostas neste álbum, o cuidado e delicadeza que ele teve no processo do sequenciamento das músicas e a sua performance, são coisas que me inspiraram muito naquele instante. Embora, eu tenha sido muito coagido também pelo álbum InMyFace do Chriis FonTana, escutei muito esse álbum e participei no processo final da produção do mesmo, então a maneira como o FonTana trabalhou nesse álbum me inspirou demais e eu olho para as faixas do Tell The Truth como se fosse um jogo de quebra-cabeças onde você se considera vencedor ao conseguir com uma extrema perfeição e muito cuidado encaixa-las e uni-las com 24KM e InMyFace.

  1. Com que produtores trabalhaste na produção do álbum?

Para este álbum eu quis apostar em alguém que pudesse-me trazer uma outra vibe e algo de certa forma muito contagioso, diferente de tudo o que já fiz antes. A ideia era colocar mentes um pouco opostas para ver no que ia dar. Por isso optei em trabalhar com um e único produtor, desde a produção das instrumentais, a captação de voz e as composições melódicas até o master final; falo-vos do talentoso Chriis FonTana, que por acaso já nos conhecíamos há muitos anos, pois começamos isto tudo de música quase que “juntos”.

Foi meio que estranho pra mim ter de dizer ao meu produtor, o Dáryo Araújo, o seguinte: “bro, já temos a EP, A Verdade Sobre Nós aí com o pessoal, agora preciso trabalhar em um álbum novo, mas vou trabalhar todo ele apenas FonTana”. Eu digo que foi estranho porque sempre que existisse um projecto novo na minha cabeça eu sempre dizia “Dáryo, coloca os dedos no teclado bro, temos muito trabalho pela frente”.

  1. Em termos de participações (se tiverem): qual foi o critério de escolha dos artistas que participaram deste álbum?

As participações foram bem limitadas devido ao estilo que decidimos apostar. Quando estávamos ainda a desenhar o projecto todo não esperava contar com nenhuma participação, porém tivemos depois a ideia de procurar balancear o álbum para evitar cair numa monotonisse que pudesse estragar as nossas expectativas.

E uma vez que são muito poucos os artistas que confio na área Trapsoul, preferi mesmo contar com participações oficiais da Sheila Adamo e Chriis FonTana. Mas, não posso deixar de lado o contributo da Célia Pangueia na faixa de abertura do álbum, assim como o interlúdio da Jessy na terceira faixa do álbum. São contributos que trouxeram uma grande diferença no álbum e dão um grande sentido a história toda que Tell The Truth transmite.

  1. Quanto a distribuição: o álbum vai sair em formato físico ou digital (se for digital, estará a venda ou será download free)?

O álbum irá sair em formato digital, e só poderá produzir-se cópias físicas por encomenda. No entanto, o formato digital será download free para quem estiver a solicita-lo no território nacional. Quem estiver fora de Moçambique, poderá apenas ouvir gratuitamente online, mas a obtenção total do álbum, neste caso, o download irá lhe custar 9.99$.

  1. Qual é a avaliação que faz da sua carreira?

Graças a Deus progredindo gradualmente. A cada projecto novo que traçamos, conseguimos atrair cada vez mais pessoas e conseguimos ter cada vez mais aderência e os feedbacks não param.

As críticas tem sempre vindo e tenho as recebido da melhor maneira e agradeço por isso porque faz-me perceber que as pessoas estão atentas em mim e no trabalho que tenho feito. Mas, sem a minha equipe, nada disso seria possível. Estou rodeado de pessoas que cada dia que passa têm novas metas, novas ideias e agradeço-as sempre por isso, são pessoas que impõem-me desafios com o intuito de me fazer crescer mais e mais. E sim, a minha carreira está cada vez mais a aumentar de nível a cada ano que passa, tanto que pela primeira vez em um ano irei disponibilizar dois projectos, essa é uma capacidade nada fácil para um artista como eu, principalmente quando tende-se a conciliar faculdade e vida artística.

E desde já quero agradecer ao meu pessoal, o Chriis FonTana, Dáryo Araújo, TYPEGUY, D-Príncipe, Vidro Rasgado, K-Orla e OB.  E aos parceiros PDI Artes e a K-Recordz.

  1. Mensagem para os fãs

Quero dizer-vos o seguinte: “não deixem ninguém dizer-vos que vocês não podem, porque ninguém é vocês e vocês sabem das vossas capacidades, ninguém dita os vossos limites, sejam humildes e honestos sempre que puderem. Se alguém debochar dos vossos sonhos, não se rebaixem, apenas arregacem as mangas e ponham-se a trabalhar a sério, levem os punhos como inspiração e não se deixem destruir. Mais importante ainda, SALVEM-SE DE VOCÊS MESMOS”.

Quero também agradecer a todos pelo profundo apoio que me têm dado. Muito obrigado mesmo. Ainda tenho muita coisa boa para vocês.

Cuidem-se, ainda há muita coisa que pode acontecer neste ano. Coloquem Deus em primeiro lugar nas vossas vidas e virão as bênçãos. Assim foi a pequena entrevista com Siddy Mitzvah, esperamos que tenha gostado, e fique atendo porque no dia 21 deste mês sai o álbum.

Siddy Mitzvah on social media

Correio electrónico: sid.mathussi@gmail.com

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