Moreira Chonguiça desapontado com a produção do Afrima 2016

Moreira Chonguiça desapontado com a produção do Afrima 2016

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O saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça diz estar muito desapontado com a produção do Afrima (All Africa Music Awards 2016), um dos eventos mais importantes da música africana.

Moreira usou a sua conta oficial do Facebook para mostrar o quão está desapontado com a produção, no texto publicado, o saxofonista diz que a produção foi irresponsável, pois era suposto que o músico estivesse presente na cerimónia de entrega dos prémios que aconteceu ontem (06), em Lagos (Nigéria), mas os organizadores descobriram tarde que já não haviam mais voos de Maputo.moreira-choguica-despontado

 Leia o texto publico pelo artista no facebook:

A 11 de Setembro de 2016 tive a honra receber a notícia que tinha sido nomeado para a categoria de Melhor Álbum de Jazz Africano (gravado durante a edição do More Jazz Series 4 – ‘Moreira Chonguiça live at Polana Serena Hotel, Maputo, Moçambique’) da AFRIMA awards juntamente com Bokani Dyer e Jimmy Dludlu da Africa do Sul, Carmen Souza de Cabo Verde, Kunle Ayo da Nigéria (vencedor do ano passado), Oum do Morrocos e Ray Lema da RDC.
A 26 de Setembro de 2016 recebi uma carta dos organizadores felicitando-me pela nomeação, explicando o programa e os procedimentos para participar na premiação que incluiu os detalhes da passagem aérea, acomodação e transporte terrestre a ser disponibilizado. A carta oferecia também instruções para a aplicação de visto de entrada na Nigéria.

Foi-me também solicitado que gravasse um vídeo HD promocional como chamariz que pode ser visto no link abaixo para a comunicação dos Pre-awards Media que os organizadores usaram para a sua campanha pre-AFRIMA. Tendo em consideração os interesses profissionais gravei o vídeo cumprindo com o solicitado apesar do curso espaço de tempo disponibilizado para o efeito. https://twitter.com/AFRIMAWARDS/status/786970271492218880
Como único moçambicano alistado, promovi orgulhosamente a nomeação através de todas as plataformas de que disponho.
Como produtor de 6 (seis) edições do Morejazz Series, em Maputo, Moçambique, nunca pedi os meus convidados internacionais para tratarem pessoalmente os seus vistos de entrada. Entretanto, porque a data de partida para Lagos se aproximava tornou-se evidente que o visto para Nigéria não estava próximo de ser enviado por isso tratei de organizá-lo pessoalmente. Este processo foi um desafio muito grande porque o site de aplicação online é defeituoso e após duas semanas a tentar pagar pelo visto, foi-me indicado um representante e conseguiu fazer o pagamento manual, depois o Consulado da Nigéria concordou que existia um problema com o site de aplicação online.
Depois o meu escritório começou a questionar sobre a passagem aérea. Enviei aos organizadores os voos/rotas que pretendia com a devida antecedência. Eu pretendia ir a Lagos com antecedência para participar de todas as actividades programadas pelos organizadores, tais como Afrima Music Village, The Afrima Business Round Table e claro na cerimónia de Gala desta noite.
Na Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016 foi-nos enviada a informação que o visto de fronteira tinha sido assegurado, quando na manhã desse dia o secretariado da AFRIMA tinha sido informado que a questão do visto de entrada estava ultrapassada porque consegui obter pessoalmente. Depois prometeram enviar a passagem aérea na Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016, depois na Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016, depois no Sábado 5 de Novembro de 2016 e por fim os organizadores descobriram que já não havia mais voos de Maputo!!
Se eu tivesse sido informado mais cedo sobre os problemas que o secretariado da AFRIMA estava a enfrentar (aparentemente com a sua agência de viagens) eu teria comprado a minha passagem aérea. Estou profundamente desapontado como Africano, como Moçambicano, como artista nomeado por ter passado por este nível de incompetência e desrespeito. Peço desculpas aos meus fãs na Nigéria que esperavam ver-me em Lagos este fim de semana e aos meus fãs Moçambicanos que esperavam ver Lagos na minha perspectiva através dos meus olhos.
Na minha carreira como executor, artista com álbuns e produtor gastei muito tempo e investi muito dinheiro e energia tentando fazer os meus produtos de classe mundial, tentando mostrar que o produto Africano pode estar orgulhosamente próximo a qualquer outra coisa que o mundo tem a oferecer. Estou a tentar fazer a diferença, mostrar o potencial que Africa tem, acreditar que Africa pode se erguer e ser a força que eu sei que ela pode ser. Tenho fé e amor por Moçambique e por este continente que chamamos de lar.
Os organizadores do AFRIMA precisam sincronizar melhor os seus actos se pretendem ser levados a sério. Este nível de desrespeito e desorganização não é um bom presságio para a sua credibilidade e integridade no futuro ou para o futuro da música e da cultura no continente.
Desejo a todos os nomeados na minha categoria de Melhor Álbum de Jazz Africano muita sorte para esta noite. Somos todos dignos vencedores. Espero que alguns deles sejam mais sortudos que eu e possam participar na cerimónia. O Melhor Álbum de Jazz Africano precisa de representante
”.

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