Da volta da Lizha James ao êxito do Mark Exodus: Momentos marcantes do entretenimento moçambicano em 2019

Da volta da Lizha James ao êxito do Mark Exodus: Momentos marcantes do entretenimento moçambicano em 2019

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Por: Johnson Pedro

Entre voltas e revoltas de artistas ao “Game”, não faltou este ano, produto nacional para o consumo. Shows ou eventos culturais, lançamentos de Cds e músicas, são alguns dos pontos que caracterizam o ano em curso. Ainda que estivesse de certa forma no modo offline ao que concerne o site, o Moz Entretenimento não deixou de ficar e deixar te a par do glamour e entretenimento moçambicano, o qual o fez através das redes socias (Instagram e Facebook) no que resultou a uma nomeação como Melhor Blogger/Influencer a nível da África pelo AEAUSA. Um marco nesta longa caminhada do enaltecimento e engrandecimento do entretenimento moçambicano. A luta continua!

E porque nada aconteceu no mesmo mês, convidamos-te a fazer parte desta retrospectiva dos momentos que marcam 2019, pouco a pouco. O 2019 é com certeza uma “data na história” do entretenimento moz. Vamos…

Sem sombra de dúvida que o ano 2019, a nível do entretenimento, desta vez ou mais uma vez, não foi o ano do Mr.Bow. O ano deixou todo os possíveis “machismos” e tornou-se “feminista”. 2019 É ou foi o ano da Lizha James. Entre o que já se pensava pelos consumidores críticos assíduos da produção nacional que a Lizha James talvez já não tivesse nada a dar ao panorama musical, a esposa do Jacob, provou com A+B que as cordas vocais estão em dias e ainda há mensagem por passar ao povo através das composições, mostrando-se uma das divas e voz não a ignorar neste que é País do Pandza. 

Lizha James voltou neste ano ao seu DNA musical ou as suas raízes, cantando músicas repletas de expressividade, emoção e que foram rapidamente de encontro ao público moçambicano, com destaque a música “Nitxati mina” que tornou-se num “hino” ganhando covers, e o “Nakufeva”. E porque trabalhou-se, o reconhecimento “tardou” mas chegou. Já nestes que são os últimos dias do ano, a Lizha James chegou ao topo da maior parada de premiação da música moçambicana, Ngoma Moçambique, vencendo através do “Nitxati Mina” o premio de Canção Popular do ano, prémio que pertenceu no ano passado à cantora Liloca, The boss lady da Bawito Music

A Lizha James não se fez sozinha ao Ngoma Moçambique, quem também chegou ao topo do “monte binga” (Ngoma Moçambique), foi o cantor moçambicano e beirense, Twenty Fingers, autor do sucesso Recuar o Tempo. Engane-se quem pensa que foi este o som que o levou ao topo, Twenty Fingers vence o prémio de Melhor Canção do Ngoma 2019, com a música “Juntos Somos Mais Fortes”, que chama a Solidariedade dos Moçambicanos para com os irmãos da Beira vítimas do Ciclone Idai.

E enquanto não chega a vez da Lizha James ser coroada pelo manager e esposo Bang. Se num dos anos, das mãos do Bang foi coroado o Mr.Bow como o King de Moçambique, neste ano, em mais um show, o Bang deu trono a mais um artista. Trata-se do Doppaz que por acaso já se auto-intitulava um King, mas com a coroa, tornou-se o King do R&B em Moçambique, facto testemunhado por milhares de pessoas no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ). E Bang não só coroou, como também abriu uma Tv, tudo por ter-se sentido injustiçado pela cadeia televisiva moçambicana, Stv, a quando da sua abordagem sobre o assunto da tragédia que se deu no fim da edição deste ano do Lizha Só Festas. A Tv tem por nome, Strong Live Tv

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Mas não foi somente o Bang que abriu uma Tv, antes mesmo do esposo da Lizha James, quem abriu a sua tv este ano, foi o Rei dos Bifes e apresentador de Tv, Fred Jossias. Carregando o seu nome, trata-se de uma Tv Online que vai ao ar através das plataformas, Facebook e Youtube, divulgando e enaltecendo a cultura ou o entretenimento moçambicano. E quanto aos bifes que foram servidos pelo Fred Jossias, a palhota caiu ou sujou geral para o Twenty Fingers e Valter Artístico. O Twenty foi bifado por estar a dever dinheiro de renda. E o Valter Artístico por negar a paternidade

O Pavilhão de Maxaquene, localizado em Maputo, deixou de ser neste ano, a casa escolhida para acolher os grandes shows da música moçambicana. As atenções e recepção dos eventos em alude, foram para o Estádio Nacional de Zimpeto (ENZ), que mais do que um espaço desportivo, tornou-se o Coliseu Moçambicano, com destaque a shows como, “Show da Família”, “Festival do Índico”, “Quero Ser Formal”…Diga-se de forma livre, que a casa foi abençoada pelo Papa Francisco aquando da sua visita a Moçambique que contou com a realização da Missa Apostólica no local.

Um assunto que não ficou de fora neste ano, é o assunto plágio musical. Entre quem já contava que o “Não me arranja problemas” do Mr. Bow tratava-se de um plágio do hit popular “Teka Teka”, apareceu a Matilde Conjo, plagiando o “Não me arranja problemas” lançando a música “Não estou a te enganar”. Assunto que virou toda internet, merecendo cartas abertas dos críticos ou observadores do entretenimento moçambicano, e com tudo, a intitulada Rainha do Pandza, continuou ou continua negando a possibilidade do plágio, considerando apenas continuidade de um certo estilo musical.

Entre voltas e revoltas em alude do início deste artigo, “voltou” ao game da música moçambicana, o autor do sucesso musical “Mamã”, Ivo Mahel. A volta resulta do sonho de tornar o sucesso supracitado num hino igual ao “We Are the World” e para que o sonho talvez se torne numa realidade, Mahel juntou artistas moçambicanos desde a velha e a nova geração, pertencentes a estilos diferentes, onde os mesmos recantam a sua composição em homenagem a todas mães.

Um nome a não ignorar neste ano, é com certeza, o jovem músico e integrante da label moçambicana, Sameblood, o Mark Exodus. Dito por muitos como alguém que criou o seu próprio estilo através da união de vários sons/estilos, o jovem que revelou nunca ter pensado em ser famoso, mas sim, criar impacto, pouco a pouco, através da sua extend play (ep), Sete Dias Solteiros, fez-se respeitar em Moçambique, e é hoje acompanhado por amantes e não, do estilo R&B Soul, o destaque vai a faixas como “Liga” e “Deixa Chover”.

E já no fim das linhas do ano, o rapper, Hernâni da Silva Mudanisse, decidiu colocar um ponto continuado à história, ou seja, dar a mesma uma continuação, lançado neste mês de Dezembro, a música intitulada “Pai Perdoa-lhes”, ao lado do Prodígio, rapper e âncora do grupo angolano, Força Suprema. Diga-se que a música marca o hip-hop lusófono em 2019, na medida em que junta rappers de duas nações irmãs (Moz-Ango), como também, a primeira música do Prodígio ao lado de um rapper nacional nos registos do Rap Moz.  

Com certeza que não há aqui lacunas a serem preenchidas para o ano 2019 ao que toca o entretenimento. Trata-se de um ano em que não faltaram acontecimentos, alguns desses quase que em simultâneo e pela densidade dos mesmos, outros ficaram ofuscados. É um o ano em que as metas foram alcançadas. Restando aqui dizer que o 2020 não seja o retrocesso, mas sim, que se triplique o que aqui já foi feito.

Parabéns a todos que fizeram acontecer!

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