Ildefonso Colaço mostra a outra face da Quarentena

Ildefonso Colaço mostra a outra face da Quarentena

- in Fotos, Notícias

Há mais de 50 dias que Moçambique encontra-se num estado de emergência com vista a controlar a propagação do Coronavírus. Deste estado, mais 30 dias foram acrescentados no dia 31 de Abril. Ao que devia ser o “anormal” de se veste neste decreto de prorrogação, onde pediu o presidente da república, Filipe Jacinto Nyusi, ao povo moçambicano com que continue ficando em casa, parece que a mensagem foi recebida num antônimo, numa espécie de “Já podem sair”.

Mediante a isso, o fotógrafo moçambicano Ildefonso Colaço saiu as ruas, concretamente no bairro de Maxaquene, com a sua câmera, para perceber e documentar em que nível está o cumprimento das medidas de prevenção a Covid-19. O que era para ser mais trinta dias em casa, num encontro há mais que mil palavras que as imagens falam, tornou-se mais 30 dias para ressuscitar a título de exemplo várias brincadeiras por parte das crianças e conversas na rua nos jovens e adultos, e segundo conta o fotógrafo a desculpa é a mesma por parte de todas faixas etárias: é chato e cansativo ficar em casa.

Para o Colaço tudo resulta, olhando para as crianças, dos pais serem os primeiros a quebrar a regra, ficando as mesmas sem um exemplo a seguir. Em segundo olha para a não explicação da real situação por parte dos progenitores, sendo que tudo o que as crianças sabem sobre o vírus é através da televisão e lhes falta alguém que sente e traduza a mensagem ao nível que se encontram, e indo mais longe considera que os próprios pais talvez não tenham “controlo sobre eles”.

Lamenta nesta situação também, o não uso da máscara, criticando a continuação de pais na rua, bebendo as escondidas, carimbando que “As crianças vendo isso, não tem uma fonte de inspiração para elas próprias seguirem as recomendações”.

Não obstante a isso, Ildefonso reconhece que nesta situação há aqueles que não tem como ficar em casa, e vivem um dia de cada vez, sendo necessário sair a rua para garantir o pão, porem, ao mesmo não se justifica crianças continuarem na rua.

Basicamente, termina o jovem fotógrafo,

ninguém está levar a sério e por mais que apareça um acatando, se o resto não está protegido, acaba sendo nulo o esforço”.

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