Gala do Ngoma 2018: Noite de intensas emoções e muitas surpresas

Gala do Ngoma 2018: Noite de intensas emoções e muitas surpresas

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A noite da última sexta-feira, 30 de Novembro, fica registada na história da maior parada da música moçambicana: O Ngoma Moçambique. Noite de entrega de prémios da 32ª edição do concurso musical promovido pela Rádio Moçambique.

Carlos Anselmo e Rosa Maciel saíram da cabine e naquela noite tiveram que ir ao palco. Inicia o show. A dupla do Ngoma apresenta todo alinhamento da noite, anuncia os prémios a serem entregues aos vencedores e introduz a Banda RM, que fez as honras da casa, oferecendo ao público momentos de pura nostalgia, pois optou por um repertório virado para os clássicos que remetem a algum passado a qualquer ouvinte.

Wazimbo, Pureza Wafino e Kaliza deixaram as vozes aquecer uma noite que “ainda era uma criança”.

Mas também actuaram os nomeados: Texito Langa e Celso Durão cantaram o “Chopi Funk”, numa performance que revelou a outra faceta do autor da música – Texito Langa – que na ocasião não tocou bateria mas cantou ao lado de Celso Durão. “Chopi Funk”, esta composição de múltiplas fusões, entre Makhara, Funk, Ngalanga, Jazz e outras sonoridades.

Isaú Meneses, entra no palco acompanhado pelos estudantes do curso de dança no Instituto Superior de Artes e Cultura (ISARC), que montaram a coreografia para música “Piatekera”, um Utse com sabores do Save e Zambeze, e reconhe a influência dos rituais tradicionais na construção de sonoridades e melodias.

A jovem Leynna Souto, que numa entrevista terá confessado que não esperava manter-se no Ngoma por muito tempo, apresentou “mwananga” num show muito bem conseguido a medir pela reação do público e a excelente harmonia entre a vocalista e a banda que a acompanhou.

Telmo Letela fez homenagem a mãe com “Mamana Wanga U Xonguile” enquanto Raquel Akungondo transportou o público para a mescla do “Dinuto”, música que combina diversas influências sonoras do norte de Moçambique.

Zacaraia em “Minha Mulher” agitou a plateia, o mesmo se pode referir em relação à  Juma Kombola, Liloca e Tima que colocaram um pimento mais festivo ao momento mais alto do Ngoma Moçambique 2018. Lourena Nhate com “Utani Kumbula”, provocou arrepios a plateia, cantando com serenidade e charme um dos mais conhecidos temas de sua autoria.

Vencedores do Ngoma Moçambique 2018

Mas a noite não parou por aqui. Era chegada a hora do anúncio dos vencedores e aqui queremos destacar a boa nova para Rhodália Silvestre, que recebeu o “Prémio de Melhor Voz” e um cheque no valor de 100.000,00 meticais (cem mil meticais). Na ocasião o Ministro da Cultura e Turismo anunciou apoio para a gravação do primeiro disco de originais de Rodhália Silvestre. Quando chamada a actuar, Rodhália causou “pânico”, soltando a sua voz intensa e profunda. Levantou todo público, que não parava de aplaudir e de pé. Muitos ficaram arrepiados. E isto terá contagiado Silva Dunduro, que não viu outra alternativa se não a criação de possibilidades para que esta artista seja ouvida em CD.

Isaú Meneses foi agraciado com o “Prémio Carreira” e recebeu um chque no valor de 100.000,00 meticais (cem mil meticais), por manter-se firme na música há mais de 25 anos de forma ininterrupta. Texito Langa graça ao “chope funk” levou para casa o “Prémio Revelação” e recebeu um cheque no valor de 85.000,00 meticais (oitenta e cinco mil meticais). E como se tratasse de uma noite do clã Langa, Xixel ganhou o “Prémio de Melhor Canção” com a música “Moçambique”, recebeu um cheque no valor de 180.000,00 meticais (cento e oitenta mil meticais).

A “Canção Mais Votada” foi para Juma Kombola com a música “Mapendzi”, que recebeu um cheque no valor de 140.000,00 meticais (cento e quarenta mil meticais). O “Tsova” da Liloca valeu a artista o “Prémio de Canção Mais Popular” e um cheque no valor de 140.000,00 meticais (cento e quarenta mil meticais).

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