“Festival Zouk Angola Não Pode Nos Tirar Sono” – José Xpião

“Festival Zouk Angola Não Pode Nos Tirar Sono” – José Xpião

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Por: José Carlos Maria Xpião

Desde a última quarta-feira (29) que tenho acompanhado comentários na media, principalmente digital sobre o Festival Zouk Angola 2018, evento que está marcado para próximo mês na Baía de Luanda.

São moçambicanos a debater este assunto, palavras de lamentações porque não foi convidado nenhum artista moçambicano, como se fosse a obrigação dos angolanos convidar a classe moçambicana para lá estar, assim como não é de carácter obrigatório chamar artistas daquele país irmão para os nossos eventos.

Se o responsável do Festival Tropical Zouk que acontece na capital moçambicana não dá destaque aos músicos da nossa pátria amada, tenho a certeza que o culpado está no país do pandza, aliás, escrevo no plural, os culpados.

Será que é por falta de conhecimento da organização do Festival Tropical Zouk que em Moçambique existem artistas suficientemente bons para rebentar naquele evento?

Penso que podemos fazer um FTZ com Twenty Fingers, Lloyd Kappas, Euridse Jeque, Boy Tedy, Humberto Luís, Celso Notiço, Princesa Mimae, Gasso Franco, Ayton Sacur, Karga Pesada, AZ, MC Ratancy, Calisto Ferreira, Valter Artístico, Júlia Duarte, Felex, Kátia Agy, Nuno Abdul, Edson Costa, H Dias, Prata, irmãos Maricoa e Baronet, só para citar alguns, assim haverá representatividade de todas as regiões do país também com jovens bons no que fazem.

Já somos maduros, há condições de txunarmos uma cena maning nice com 95% made in Moz o restante a malta chama as Yolas, afinal são nossas manas também, nenhuma cultura ou entretenimento é 100% independente. A luta do Fred Jossias é justa, mas não terá sentido enquanto nas diversas eventualidades da peróla do índico houver propaganda do angolanismo orquestrada por alguns Dj’s, radialistas, apresentadores de TV, finalmente bem recebida por um povo fragilizado sem posição, cataventos.

Entrei em contacto com a produção (Moments Eventos) do Festival Zouk Angola para comprender os critérios de selecção, pelo que remataram:
“Cantar Zouk”. No que concerne ao convite aos cantores de Moçambique alegaram “por questões de agenda dos músicos não estarão, mas no próximo ano sim”. Nenhum nome foi avançado, está claro que fomos esquecidos!

Angola já passou por momentos de invasão da música brasileira, portuguesa e cabo verdiana, todos os meses havia festas com a presença de estrangeiros, reclamações foram notáveis, mas mais do que isso os angolanos trabalharam para reduzir o fluxo estrangeiro.

Moçambique pode, deve criar mecanismos para ultrapassar esta barreira, a responsabilidade é de todos!

As energias que usamos para fazer sexo, devemos canalizar a cantar, tocar, escutar, dançar e defender a nossa música.

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