Énia Lipanga estreia-se e esgota na Minerva

Énia Lipanga estreia-se e esgota na Minerva

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Por: Johnson Pedro Nhacula

A Minerva Continental tornou-se pequena para receber no primeiro sábado do ano, dia 04, o lançamento do livro de estreia da jovem escritora, mãe, rapper e activista social, Énia Lipanga, com o título “Sonolência e Alguns Rabiscos” saindo sob a chancela da editora moçambicana, Kuvaninga. Um Público que não só se fez ao local para testemunhar a estreia da autora, como também cuidou de esgotar as cópias do livro.

Sonolência, não pelo desejo de dormir, segundo conta a autora, pelas noites perdidas na busca pela concretização de um encontro entre a tinta e o braille, e assim sendo, conferindo uma arte que seja inclusiva, dando a sua poesia a pessoas com deficiência visual, e foi jus a causa e em forma de demonstração do alcance da meta que a autora decidiu lançar a obra no dia 04 de Janeiro, que se traduz no dia em que se celebra a nível mundial o dia do Braille.

Com a sua chegada ao “palco” faltaram lhe palavras para uma descrição da sua felicidade pelo público presente, ao qual a Wa Ka Lipanga, como se titula na sua conta do facebook, estimou a presença destacando que “Sonolência e Alguns Rabiscos” é “mais vossa do que minha” em alude a participação de alguns no que foram as oficinas da concepção das capas ao livro. Ao caminho da ponte entre a tinta e o braille, nada o disse senão 12 palavras: A arte tem que ser feita para todos, só assim será genuína.

“…Não há muito a dizer, esta de parabéns a Énia”

Para o rapper moçambicano e por muitos um dos bons rappers no que concerne a dicção, Rage, a iniciativa da Énia Lipanga é simplesmente um “espetáculo” e parabeniza a mesma por “recordar nos através da arte, que a sociedade é feita de indivíduos nas suas mais diversas condições. Chamamos pessoas com deficiência, mas são condições particulares de cada individuo.

É uma causa nobre, um convite a todos artistas, em algum momento fazemos esta acção, não gosto da expressão social, mas acho que é acção humana, olhamos para todos naquilo que somos e lembrar nos aos outros sempre que for necessário”.

“…É claro que a obra é da Enia…”

A felicidade não foi escondidas pela jovem moçambicana Denise Milice ao que concerne a estreia ao mundo da literatura, da sua amiga Énia Lipanga e também “por ter feito parte da oficina de pintura das capas do livro. Consegui nesse período parir a artista cá dentro de mim, ao que nem sabia que existia”, e sobre os dizer da Énia em obra ser mais do público que dela, a jovem activista social e feminista sineta “É claro que a obra é dela porque ela é que nos envolveu e é uma obra inclusiva o que a torna algo maravilhoso”.

Ao todo, foram vendidos 100 exemplares, num evento que não só deu a oportunidade ao público de adquirir o livro, como também de comprar e doar ao público-alvo (leitores em braille) que possam não ter condições de adquirir o mesmo. Uma acção (entrega do livro) a ser realizada pela própria organização.

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