Elida Almeida – a nova voz de ouro de Cabo-Verde – vem ao Azgo

Elida Almeida – a nova voz de ouro de Cabo-Verde – vem ao Azgo

- in Eventos, Notícias
0

Por: David Bamo

Com os pés no Tabanka, género cabo-verdiano, a voz de Elida Almeida faz um retrato do quotidiano do seu país, no segundo álbum, intitulado “Kebrada”, que apresentará no Festival Azgo, a 19 de Maio próximo.

Recriando os ritmos tradicionais dominantes na sua cidade natal, Pedra Badejo, na Ilha de São Tiago, entre os quais o funaná, tabanka, coladeira com elementos sonoros de outras geografias de forma surpreendente caiu na graça da crítica.

Canto música de Cabo Verde mas gosto de inova-la”, disse a cantora de 24 anos, em entrevista a Rádio Moçambique. Acrescentando que embora as bases estejam no folclore do arquipélago, as suas composições incorporam um pouco de tudo que ouve.

Numa crítica publicada no “Público” de Portugal, o jornalista Nuno Pacheco disse haver, no álbum “Kebrada”, uma certa similaridade com sonoridades brasileiras, recorrendo apontando a baiana Virgínia Rodrigues como a voz mais próxima.

 A expectativa de Elida Almeida é mostrar que há novas possibilidades a incorporar no vocabulário musical do seu país de modo a garantir que a música não fique parada no tempo. A sua intenção é “inovar, trazer juventude para o tradicional sem perder a essência”, sem tirar-lhe “a essência”.

A cantora que vem a Maputo, integrada no circuito IGODA, de que fazem parte, em Maputo – Moçambique, o festival Azgo, Bassline Africa Day (Joanesburgo, África do Sul), MTN Bushfire (Malkerns, Suazilândia), Sakifo Festival (Saint-Pierre, Ilha da Reunião) e Zakifo Festival (Durban, África do Sul) como membros fundadores.

 Trata-se de uma parceria nascida da Rota Firefest com o objectivo de proporcionar oportunidades para, através da música, alimentar o circuito do turismo cultural no continente africano.

Elida Almeida, celebrada pela sua voz que desfila folgadamente por meios-tons, investe em histórias que retratam a vida no Cabo-Verde. “Falo de cabo-verde, de questões sociais, amor, decepção, temas felizes, outros nem por isso”, disse.

Tal qual no álbum de estreia, “Ora Doci Ora Margos: Elida Almeida”, que apresentou no Centro Cultural Franco Moçambicano em Dezembro de 2015, nota-se uma preocupação da cabo-verdiana com questões como a criminalidade, entre outras enfermidades que apoquentam o meio onde cresceu.

Embora actualmente em constantes viagens, por diversos palcos do mundo, busca retratar as suas inquietações na música, que em várias entrevistas disse ter sido o seu tubo de escape nos momentos mais difíceis da sua vida.

É irónico que, igualmente, foi a música que a tirou do anonimato, quando menos esperava. A frequentar o curso de Comunicação e Multimedia foi descoberta pelo produtor Djô da Silva – que internacionalizou Cesárea Evora – e dai o contrato e o mundo.

Elida Almeida cresceu numa zona sem energia eléctrica, onde ouvia música o dia todo e, no final do dia, com os primos, sobrinhos, que viviam consigo na casa da sua avó. 

PREÇOS

EARLY TICKETS: 1500MZM ATÉ DIA 16 DE MARÇO

PRE-VENDA” 2000 MZM ATÉ DIA 18 DE MAIO

DOOR:2500MZM 
COMPRE JÁ NA COMPUTICKET e www.azgofestival.com

Facebook Comments

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may also like

AZGO DIALOGAR reflecte sobre Cultura e Turismo em Nampula

Mais uma vez a plataforma de debates integrado