Dezembro chegou: conheça as músicas que não podem faltar na playlist

Dezembro chegou: conheça as músicas que não podem faltar na playlist

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Por: Johnson Pedro

E quando chega Dezembro, é só festa djoh” é este refrão de uma das músicas da diva da marrabenta e a que bem representa a capulana, Neyma Alfredo, ao lado do seu amigo e uma aposta da cantora, o Tsotsi Nigga

Sim, quando chega Dezembro, chega a diversão, o convívio e a confraternização. Queremos sem dúvida despedir o ano em grande e ao lado das pessoas especiais. E nesta despedida de mais um ano, o que não pode faltar para dar mais gosto aos últimos dia dos 365, nada melhor que ter ao lado uma “Xigumbaza” soltando sons da terra e doutros horizontes, para deixar as coisas mais agressivas, doces e aquecer as festas de família.

E porque dezembro chegou, o Moz Entretenimento leva-te a conhecer as músicas moçambicanas que marcam sem dúvida o ano 2019 e que não podem faltar na caixa de som, no smarthphone, laptop ou no seu carro para dezembrar.

A lista vai desde músicas que foram lançadas neste ano ou ao contexto Dezembro e Verão, que foram bem recebidas pelo povo moçambicano e que fazem sem dúvida parte do mesmo povo quando é hora de dezembrar. 

  • Lizha James-Nitxati mina

Vencedora do prémio Canção Popular ao Ngoma Moçambique 2019, com Nitxati Mina, onde a Lizha questiona-se ao porque que quando fala do assunto casamento o Jacob só sabe dar as costas, e por seu turno clama pelo anel no dedo para que esteja no mesmo nível com as outras, provou que as suas cordas vocais estão em dia e ainda há emoção ou expressividade por partilhar com o povo moçambicano.

 

  • Lizha James-Nakufeva 

A música Nakufeva (Adoro-te, em tradução livre) é mais um daqueles “hits djon” que marca o 2019 e a carreira da Lizha James. Carregada de emoção desde a instrumental a colocação da voz da Lizha, a diva expressa o seu amor ao esposo, independentemente das suas condições financeiras ou sociais.

 

  • Dj Ardiles-Festa de Família

Se és moçambicano, tenha certeza que o Pandza não deve faltar na sua playlist, e a música representativa vem directamente da República do Pandza na voz do Dj Ardiles, onde retrata aquilo que são os pontos que caracterizam as festas ou convívios familiares desde a parte da comedeira e bebedeira, carimbando que essas festas de família animam maningue.

 

Mr. Bow tornou-se um nome a não ignorar quando se trata da música moçambicana. A sua música tornou-se obrigatória a tocar nos convívios ou vivências moçambicanas. E o “Não me arranja Problemas” lançado no ano passado, onde pede respeito as manas para que não lhe arranjem problemas no lar, faz sem dúvida parte do leque a ser tocado e requisitado em especial pelas mamanas moçambicanas. E daí possivelmente irão seguir outros seus sucessos como, Nitafa Nawena, Hiwena ou Guilhermina.

Campanha Maningue nice
  • Melancia de Moz- Na Gwirra 

Com a entrada ao mundo da música e shows, Melancia de Moz revela que muita coisa melhorou na sua vida, e com isso, surgiram pessoas desde amigos e familiares que alegam que a mesma “Gwira” (jinga). A autora do, Vuku Vuku, em resposta ao pessoal canta o “Na Gwira” para deixar ficar claro que não se trata de jingar, apenas um desfrute das bênçãos de Deus e conquistas que são graças ao esforço prestado.

 

Ainda que haja aqui bifes ou críticas pelos dizeres do embaixador das marcas moçambicanas no início da música lançada neste verão, Tsovani Minengue não deixará de ser tocado e deve fazer parte da sua playlist. É um convite que o Bawito faz com que celebremos a vida e ignoremos certos chiliques, pois a vida não nos pertence e num piscar do olho tudo pode acabar através da morte ou própria falência. Uma reflexão digamos forte, olhando se ao nível em que o próprio músico está. Falo de contractos milionários que foram abocanhados pelo mesmo e todo cuidado é pouco.

O convite está feito, e com certeza neste Dezembro vamos tsovar minengue (partir pernas, tradução livre) e será um “parte parte” do esqueleto à moda Zaida e Carlos Chongo. 

 

E Dezembro chegou. A música da diva marrabenta que é reinventada ano a ano, trás o review daquilo que acontece em Dezembro no que concerne o povo moçambicano, desde a forma como comemora ou são feitos os convívios. Quando chega Dezembro “na zona começa a aquecer” e “todo mundo é família” e com crise ou não, nunca falta uma 2M ou Txilar ao lado de uma boa música. Assim caracteriza a Neyma o dezembro, ao lado do Tsotsi Nigga

 

Pertencente ao último álbum, Sunagai 2, do jovem músico do bairro de Malhazine. Ubakka, em tempos o príncipe dos casamentos, retrata aqui a história de um casal que é tema do debate do público da sua zona, por parecer que a mulher vive traindo o esposo por chegar tarde a casa ou por ostentar um carro melhor que o esposo. Mano Tino aparece e diz “Va ta zwa ku vava” (sentirão dor) buscando mostrar que as aparências enganam e nunca deve se ter preconceitos em relação a um casal pois somente eles conhecem as suas batalhas. 

 

  • Marlen- Ku tsema a lembe

Seguindo sucessos como “Ukati” e “Taratara” da então Preta Negra, o “Ku Tsema a Lembe” (corte do ano/ fim do ano em português) busca “resgatar o espírito de união na celebração da passagem do ano” e tornar desta a celebração mais dançante por parte do povo moçambicano retratando do mesmo jeito que a Neyma o faz em “Quando Chega Dezembro”, o DNA do dezembro em Moçambique.

 

A vibe é moçambicana, unindo artistas moçambicanos dos mais variados estilos. Ao lado da 2M, marca de cerveja moçambicana, o produtor moçambicano e expoente máximo da label Sameblood, convidou-nos em 2018 através de várias vozes sonantes na música moçambicana, a não ouvir dizer sobre como é ser moçambicano, mas sim, entrar na drena e ser moçambicano, num cultivo da paz e da moçambicanidade desde a sua cultura, tornando assim, Moz Maningue Nice.

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