“Carta aberta para Dygo Boy” – Por: Lio Dêngua

“Carta aberta para Dygo Boy” – Por: Lio Dêngua

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Por: Lio Dêngua

Alguém fala para o Dygo, que o Professor Lay (não é prefeta ley nem imitador do Lay Lizzy)?

Boa noite Hugo, espero que estejas bem pois eu estou conservado pela graça de Deus, obrigado. Respondo pelo substantivo de Liodengua ou simplesmente Lio, como preferir. Tenho medo de me apresentar pelo meu nome oficial. Temo que exista, aí em Maputo, alguém com mesmo nome ou similar. Parece que me será de pouca fé, caso existir algum cidadão, mesmo que não seja famoso, mas que seja de Maputo, continuar a portar o meu próprio nome diante de toda população moçambicana — em especial aos telespectadores do Atracções, na Miramar.

Escrevo-te por causa das expressões que proferiste no teu programa, hoje, segunda-feira (21 de Maio), à respeito do Professor Lay.

Hugo, perdão por lhe chamar pelo seu nome real — é que cá na banda, existe um “cota”, antigo combatente, cujo nome é Daigo. Além dele, na banca e nos agiotas existe um processo que se chama Juros. Daí que, chamar-te Daygo (Boy – Expressão inglesa que significa “jovem” — que existe na diáspora o Burna Boy, aqui em Moçambique temos Boy Teddy… entre outros) (Juros), não passa de uma mera confusão de nomes existentes desde a minha era infante até então.

Não sou fã, nem admirador secreto das músicas do Professor Lay, mas venho acompanhando a sua carreira artística desde que ele era um simples desconhecido até então. Entenda que, Hugo, não sabes tu qual é a magnitude da fama que este miúdo tem e desde quando ele trabalha para tal feito. Daí que aconselho a evitar matar, apagar, tapar o sol com peneira e desmoralizar cantores doutras províncias por causa de uma simples preguiça de procurar a biografia deles ou viver sob pensamento de que tudo o que vem antes do Save é cópia e o que existe depois é o verdadeiro!

Peço, oh Hugo, para que se lembre sempre que diante dessas câmaras de filmar, não se deve em nenhum momento misturar assuntos tribais, embora o tribalismo seja marca do africano. Perdão! Não te estou a chamar de tribalista. Não, quem sou eu para fazer isto? Chamo-te à atenção quanto a certos aspectos comportamentais que nos podem levar a erros graves principalmente quando se trata de factos que pensamos saber.

Professor Lay já vem desde há muito tempo. Tempo em que o Lay Low cantava “please call me” com Hernâni e companhia, muito antes de se pensar que Lay Lizzy faria-nos cantar “they love the crew”. À semelhança de Lay, existe um tio meu que vive mesmo aí em Maputo cujo nome é Hugo, muito mais velho que tu — não seria melhor termos de te dar um novo nome? Claro que não! Hugo, assim como milhares de cidadãos que respondem pelo mesmo nome que tu, existem centenas de artistas que também têm o mesmo nome mas jamais constituiu preocupação.

Lay é um verdadeiro professor. Não só pela sua história de vida, mas também pela sua persistência e coragem. Ele é um verdadeiro lutador e derrubador de barreiras (espero que esta não seja mais uma). É alguém que deve ser respeitado e tratado como um artista de longa data.

Por mim é tudo. Apenas desejo que fiques bem, na paz do senhor e que ele continue a iluminar-te sempre. Porém, o maior desejo é que corrijas esta situação quando poderes e se quiseres, pois não feriste somente ao Lay, o verdadeiro professor, mas também àqueles a quem representa no entanto.

Abraços!

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